Não sou o Merval Pereira. Não quero ser. Não necessito ser para chegar à conclusão que Carlinhos Cachoeira, o qual, por ironia (e que ironia mais infeliz) tem o mesmo nome que o meu (nome, sobrenome e etc - Carlos Augusto Ramos), não ia falar nada na frente dos parlamentares na CPI de hoje à tarde, no Congresso.
"Não falarei nada aqui", disse Cachoeira. Cachoeira fala? Não. Ele utilizou o direito constitucional de permanecer calado. Direito mais que normal no Congresso. Na CPI da Copa, por exemplo, ao serem questionados por Romário e Garotinho, Valcke, representante da FIFA, e Teixeira, do COL, utilizaram do mesmo direito. Falar? Nada disso. Vai que eles se complicam diante de todos.
Ladeado por Márcio Thomaz Bastos (sim, ele mesmo, ex ministro da JUS-TI-ÇA), e Dora Cavalcanti, seus advogados no caso, Cachoeira avisou, logo que recebeu a palavra, que não iria falar. Surpresa, não? Ou achavam que ele ia denunciar os Deputados, Governadores e Senadores que, com ele, formaram uma das maiores redes de corrupção da história desse país.
Nunca antes na história desse país, como diria o outro, um contraventor causou tanto rebuliço. A ousadia de Cachoeira foi tão grande que ele conseguiu chegar ao alto escalão do poder. Chegou a dominar políticos importantes. Governadores de Estados como Rio de Janeiro e Goiás tem seus nomes ligados à CPI. Carlos Augusto Ramos Queria dominar o país? Carlos Augusto Ramos dominou o país?
Bom, o fato é que, após alguns dos minutos mais inúteis do Congresso, e após palavras de protestos de Senadores, como Kátia Abreu (PSD-TO), que sugeriu encerrar a sessão por não concordar em falar com uma "múmia", não chegamos a lugar nenhum. E o bicheiro só não foi uma cópia exata de múmia porque, vez por outra, utilizou a frase "quero usar meu direito de ficar calado", ou quando sorriu ironicamente (e como ele sorria).
A CPI desta tarde acabou? Não, mas o meu texto vai acabar e vai ser publicado, pois nada além do que já foi comentado acima irá acontecer nos minutos que restam no Congresso. Vamos ver se depois da audiência com o juíz, Cachoeira resolve falar alguma coisa. Resolve dar nomes aos bois. E quem sabe não contamos também com a presença de parlamentares (do outro lado da história) e governadores na CPI. Quem sabe a fonte seca, e a cachoeira para de jorrar dinheiro. Termino o texto acreditando em tudo isso. Ou não.
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terça-feira, 22 de maio de 2012
terça-feira, 4 de maio de 2010
Ficha Limpa
Por dias temos visto o adiamento da votação de aprovação do projeto Ficha Limpa. Sempre havendo um motivo, uma mudança, para poder tardar ao máximo e assim ainda conseguir favorecer nosso polítcos um pouco.
Está na hora de acontecer grandes movimentos contra isso, como a passeata no último domingo, dia 2, em Ipanema. Porém este evento isolado não fará nada, é necessário movimentos de maior magnitude. Precisamos nos mover (e falo por mim também). O país precisa de ajuda, precisa mudar, precisa de nós.
Podemos começar de uma forma simples que seja assinando o abaixo assinado on-line por exemplo:
Se você se interessa por seu país e quer vê-lo melhorar, procure se informar se algum movimento relacionado com o tema está acontecendo perto de você, e se não estiver, faça você mesmo. Organize passeatas, "flash mobs", não importa, simplesmente faça sua parte, ajude e divulgue essa campanha.
Não podemos nós mostrar alheios a tudo que acontece nesse país. Precisamos mostrar nossa vontade e indignação, afinal vivemos em uma democracia.
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