quinta-feira, 10 de maio de 2012


A garota da capa vermelha, o vampiro que virou lobo

Por Carlos Ramos



            O que leva uma pessoa a escrever a crônica de um filme mais de um ano após sua publicação? No meu caso foi o fato de o filme não ter me chamado a atenção na época de sua publicação e eu ter de vê-lo um ano depois por uma obrigação. Mas, que seja, em áreas como Bangu e Itaguaí esse filme deve ser lançamento. Vamos ao que interessa!

            A garota da capa vermelha (ou Red Riding Hood, o título original) é dirigido por Catherine Hardwicke, o que já deixa com um pé atrás quem não é lá muito fã da saga Crepúsculo. E, de fato, por muitas vezes o filme faz lembrar a saga que foi sucesso entre as adolescentes histéricas.

Foto:Labalaba
            A começar pelo ator, Shiloh Fernandez, que deixou em êxtase as garotas entre os seus 14 e 17 anos, que lotaram os cinemas por diversas vezes somente para ver ele alguns segundos sem camisa. Ou para verem nas telas de cinema seu conto de fadas com vampiros e seres de outro mundo.

            Em A garota da capa vermelha, a fórmula de “sucesso” foi mantida. O ator, os seres de outro mundo, a história que envolve uma jovem adolescente que vive uma fase de transição em todos os sentidos e busca segurança em um homem forte, com um emprego comum, mas admirado pelos moradores de seu pequeno povoado, que é afastado de tudo (em Crepúsculo  troca-se povoado no meio do nada para cidade no meio do nada).

            O assunto da descoberta da sexualidade da adolescente, dos medos, que estão presentes e são comuns nessa idade (e em todas, mas principalmente nesta) e de sua transição para uma fase adulta são tratados de forma rasa mais uma vez. A história, em si, apesar de ser baseada em uma fábula das mais antigas, não é tratada da forma que merecia pela diretora.

            Individualmente falando dos atores, os desempenhos não são tão ruins quanto o da diretora. Amanda Seyfried mantém sua performance banal nos filmes, quando quase sempre interpreta uma personagem tímida, confusa. Shiloh foi Shiloh, quase um Taylor Lautner (Jacob do Crepúsculo) no meio da história, sem muitas modificações, a não ser o fato de não ser mais um vampiro. O resto, foi o resto.

            A história seguiu o roteiro previsto. A “chapeuzinho vermelho” vai pra casa da “vovozinha”, que, no caso, morava no meio do nada (sem um motivo racional – ou, ao menos, exposto),e , vez por outra, dá de cara com o lobo mal, que, no final, descobre que é seu pai. O lobo é, enfim, morto pelo Crepúsculo e os dois (ele e a chapeuzinha) vão viver felizes para sempre (ou não, já que não sabemos o que acontece depois dos filmes).

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