A garota da capa vermelha,
o vampiro que virou lobo
Por
Carlos Ramos
O que
leva uma pessoa a escrever a crônica de um filme mais de um ano após sua
publicação? No meu caso foi o fato de o filme não ter me chamado a atenção na
época de sua publicação e eu ter de vê-lo um ano depois por uma obrigação. Mas,
que seja, em áreas como Bangu e Itaguaí esse filme deve ser lançamento. Vamos
ao que interessa!
A garota da capa vermelha (ou Red Riding Hood, o título original) é
dirigido por Catherine
Hardwicke, o que já deixa com um pé atrás quem não é lá muito fã da saga Crepúsculo.
E, de fato, por muitas vezes o filme faz lembrar a saga que foi sucesso entre
as adolescentes histéricas.
| Foto:Labalaba |
Em
A garota da capa vermelha, a fórmula de “sucesso” foi mantida. O ator,
os seres de outro mundo, a história que envolve uma jovem adolescente que vive
uma fase de transição em todos os sentidos e busca segurança em um homem forte,
com um emprego comum, mas admirado pelos moradores de seu pequeno povoado, que
é afastado de tudo (em Crepúsculo troca-se povoado no meio do nada para cidade
no meio do nada).
O
assunto da descoberta da sexualidade da adolescente, dos medos, que estão
presentes e são comuns nessa idade (e em todas, mas principalmente nesta) e de
sua transição para uma fase adulta são tratados de forma rasa mais uma vez. A
história, em si, apesar de ser baseada em uma fábula das mais antigas, não é
tratada da forma que merecia pela diretora.
Individualmente
falando dos atores, os desempenhos não são tão ruins quanto o da diretora.
Amanda Seyfried mantém sua performance banal nos filmes, quando quase sempre
interpreta uma personagem tímida, confusa. Shiloh foi Shiloh, quase um Taylor Lautner (Jacob do Crepúsculo)
no meio da história, sem muitas modificações, a não ser o fato de não ser mais
um vampiro. O resto, foi o resto.
A história seguiu o
roteiro previsto. A “chapeuzinho vermelho” vai pra casa da “vovozinha”, que, no
caso, morava no meio do nada (sem um motivo racional – ou, ao menos, exposto),e
, vez por outra, dá de cara com o lobo mal, que, no final, descobre que é seu
pai. O lobo é, enfim, morto pelo Crepúsculo e os dois (ele e a chapeuzinha) vão
viver felizes para sempre (ou não, já que não sabemos o que acontece depois dos
filmes).
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